2 de junho de 2020


Colpocitologia Oncótica em Meio Líquido – uma única amostra possibilita múltiplos exames:


HPV

– Captura Híbrida.
– HPV por PCR Genotipagem 16 e 18.
– Marcadores p16/Ki67.

Agentes Infecciosos

– PCR para identifi cação do DNA de patógenos: Chlamydia trachomatis,
Trichomonas vaginalis, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum,
Herpes simples tipos 1 e 2, Neisseria gonorrhoeae e Candida albicans.

Avaliação do Risco de Trombose

– Fator V de Leiden.
– Mutação do Gene da Protrombina.
– MTHFR (Mutação Gene Metileno Tetrahidrofolato Redutase C677T e A1298C).

Relacionamento com Consultórios

O Laboratório Frischmann Aisengart é referência de qualidade e segurança em Medicina Diagnóstica. Hoje, é o maior do Sul do Brasil, com mais de 40 unidades em Curitiba, Região Metropolitana e litoral, além de um Núcleo Técnico-Operacional em São José dos Pinhais,
onde são processados os exames.
Sua trajetória é pautada pelo atendimento de qualidade, tanto ao médico quanto ao paciente.  O investimento constante no tripé formado por tecnologia de última geração, profissionais altamente qualificados e acolhimento do cliente faz do Frischmann Aisengart um aliado
imprescindível das várias especialidades médicas na Medicina Diagnóstica e Saúde Preventiva.
Com o intuito de promover maior conforto para suas pacientes, o Frischmann Aisengart lançou um serviço de retirada de amostras de exames ginecológicos, coletadas em seu consultório.
Para maior comodidade, oferece kits de coleta de amostras para citologia em meio líquido, o ThinPrep. Vale destacar que o material de análise é retirado no próprio consultório por um profissional treinado do laboratório e o laudo de análise também é entregue no consultório.
Com este novo serviço do Frischmann Aisengart, suas pacientes não precisarão transportar o material de análise para o laboratório, nem retirar o exame.
Desenvolvido pela Cytyc (Hologic), empresa norte-americana com sede em Boston, o ThinPrep representa uma real evolução no antigo método de prevenção do câncer do colo uterino.

Benefícios da Colpocitologia Oncótica em Meio Líquido

A citologia cervical, juntamente com a pesquisa do DNA do HPV, colposcopia e a histologia do colo uterino formam o conjunto diagnóstico na busca das patologias do colo do útero. Pela técnica da Citologia em Meio Líquido, praticamente a totalidade das células removidas do colo uterino são transferidas para o frasco contendo solução conservante, reduzindo a possibilidade de perda de material.
As células coletadas são homogeneizadas por agitação durante o preparo da lâmina, oferecendo amostras mais representativas quando comparadas à técnica de Citologia Convencional.
O método diminui o número de hemácias, de exsudato inflamatório e de muco, fatores que costumam limitar a qualidade da amostra, proporcionando menor número de coletas inadequadas e menor quantidade de repetições de coletas.
A técnica resulta em amostras com fi xação adequada, preservação da morfologia celular e confecção de esfregaços em monocamada para avaliação citológica, além da preservação de moléculas proteicas e ácidos nucleicos que poderão ser utilizados posteriormente em testes
biomoleculares.
Permite ainda a utilização do material residual para o preparo de lâminas adicionais e/ou colorações especiais a partir do mesmo material, sem necessidade de se convocar a paciente para nova coleta.

As melhores práticas para coleta da amostra

A qualidade do exame citopatológico e, portanto, a coleta, a transferência das células, o acondicionamento e o transporte das amostras conduzidas de forma adequada são fundamentais para o sucesso das ações de rastreamento do câncer de colo uterino.
A garantia da avaliação oncológica implica na presença de células em quantidade representativa, bem distribuídas, fixadas e coradas, de tal modo que sua visualização permita uma conclusão diagnóstica. É considerada insatisfatória a amostra cuja leitura estiver prejudicada por material acelular ou hipocelular, ou pela presença signifi cativa de sangue, piócitos, artefatos de dessecamento, contaminantes
externos ou intensa superposição celular.

Recomendações para evitar interferências nos resultados da citologia

– A utilização de lubrificantes, espermicidas ou medicamentos vaginais deve ser evitada por 72 horas antes da coleta, pois essas substâncias recobrem os elementos celulares, dificultando a avaliação microscópica e prejudicando a qualidade da amostra para o exame citopatológico.
– A realização de exames intravaginais, como o toque e a ultrassonografi a, também deve ser evitada nas 48 horas anteriores à coleta, pois é utilizado gel para a introdução do transdutor.
– Abstinência sexual de 72 horas.
– Não utilizar duchas vaginais.
– O exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico citopatológico. Deve-se aguardar o quinto dia após o término da menstruação.
– Evitar a coleta do exame na presença de processos infecciosos locais, sendo que os mesmos devem ser tratados previamente à coleta.

Cuidados durante a coleta

– Sob boa iluminação, colocar o espéculo, que deve ter o tamanho escolhido de acordo com as características perineais e vaginais
da mulher a ser examinada.
–  O mesmo deve ser introduzido suavemente, em posição vertical e ligeiramente inclinado, de maneira que o colo do útero fi que exposto
completamente, o que é imprescindível para a realização de uma boa coleta.
– Iniciada a introdução do espéculo, fazer uma rotação, deixando-o em posição transversa, de modo que a fenda da abertura do espéculo fi que na posição horizontal.
– Uma vez introduzido totalmente na vagina, abrir lentamente e com delicadeza o aparelho. Nessa fase do exame, também é importante
a observação das características do conteúdo e das paredes vaginais, bem como as do colo do útero. Os dados da inspeção do colo do útero são muito importantes para o diagnóstico citopatológico e devem ser relatados na requisição do exame citopatológico.
– A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice.
– Para coleta na ectocérvice, utiliza-se espátula de Ayre de plástico, do lado que apresenta reentrância.                                                                  – Encaixar a ponta mais longa da espátula o orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem em movimento rotativo de 360° em torno de todo o orifício cervical, para que toda a superfície do colo seja raspada e representada, procurando-se exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra (quadro 1).
– Para coleta na endocérvice, utilizar a escova endocervical. Recolher o material introduzindo a escova endocervical e fazer um movimento
giratório de 360°, percorrendo todo o contorno do orifício cervical.
– Após a coleta na ectocérvice e endocérvice, inserir a escova e espátula no frasco e mexer vigorosamente por 10 vezes cada. É muito
importante essa etapa do exame, pois se não houver agitação da escova e espátula adequadamente, o material celular não se
desprenderá e o resultado do exame poderá ser insatisfatório.
– Retirar o espéculo delicadamente, inclinando levemente para cima, observando as paredes vaginais.
– Feche o frasco adequadamente.

A qualidade do exame citopatológico e, portanto, a coleta, a transferência das células, o acondicionamento e o transporte das amostras conduzidas de forma adequada são fundamentais para o sucesso das ações de rastreamento do câncer de colo uterino.
A garantia da avaliação oncológica implica na presença de células em quantidade representativa, bem distribuídas, fixadas e coradas, de tal modo que sua visualização permita uma conclusão diagnóstica. É considerada insatisfatória a amostra cuja leitura estiver prejudicada por material acelular ou hipocelular, ou pela presença significativa de sangue, piócitos, artefatos de dessecamento, contaminantes
externos ou intensa superposição celular.

Coleta da amostra passo a passo

Na citologia em meio líquido, a qualidade da amostra depende tanto da coleta como da transferência adequada do material obtido para o frasco.

 

Obtenha uma amostra adequada de ectocérvice
utilizando a espátula plástica.

 

 

 

 

 

Enxágue a espátula no frasco que contém a solução PreservCyt, girando-a vigorosamente
10 vezes no frasco. Descarte a espátula.

 

 

 

 

Insira as cerdas da escova totalmente no canal endocervical até que apenas as últimas cerdas estejam
visíveis. Gire lentamente uma volta de 360 graus e também realize movimentos de vai e vem no canal.

 

 

 

 

Enxágue a escova no mesmo frasco, girando-a 10 vezes na solução. Empurre as cerdas contra
a parede do frasco. Lave-a vigorosamente na solução
do frasco para liberar o material restante. Descarte a escova.

 

 

 

 

Feche o frasco de modoque a linha de marcação
da tampa ultrapasse a outra linha presente no frasco.

 

 

 

 

Anote os dados da paciente, cole uma etiqueta no frasco a outra no prontuário médico.                                Insira o frasco no envelope de requisição de exames ThinPrep. Encaminhe para o laboratório ou solicite sua retirada.

 

 

 

Informações importantes da paciente

Preenchimento dos dados no formulário para requisição de exame citopatológico e também no frasco de coleta: todas as informações são importantes ao patologista, incluindo data da menstruação, uso de pílula e gestação.

 

Referências Bibliográficas

1. Abulafi a O, Pezzullo JC, Sherer DM. Performance of ThinPrep liquid-based cervical cytology in comparison with conventionally prepared Papanicolaou smears: a quantitative survey. Gynecol Oncol. 2003;90(1):137-44.
2. Beerman H et al. Superior performance of liquid-based versus conventional cytology in a population-based cervical cancer screening program. Gynecol Oncol. 2009;112(3):572-6.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. 124 p.: il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 13).
4. Haghighi F et al. A comparison of liquid-based cytology with conventional Papanicolaousmears in cervical dysplasia diagnosis. Adv Biomed Res. 2016; 5: 162.
5. Jeong H et al. Comparison of Unsatisfactory Samples from Conventional Smear versus Liquid-Based Cytology in Uterine Cervical Cancer Screening Test. J Pathol Transl Med.􀁢2017 May;51(3):314-319.
6. Ronco G et al. Accuracy of liquid based versus conventional cytology: overall results of new technologies for cervical cancer screening: randomized controlled trial. BMJ. 2007;335(7609):28.
7. Siebers AG et al. Causes and relevance of unsatisfactory and satisfactory but limited by smears of liquid-based compared with conventional cervical cytology. Arch Pathol Lab Med.􀁢2012 Jan;136(1):76-83.
8. Strander B, Andersson-Ellström A, Milson I, Radberg T, Ryd W. Liquid-based cytology versus conventional Papanicolaou smear in an organized screening program: a prospective randomized study. Cancer. 2007;111(5):285-91.
9. Williams AR. Liquid-based cytology and conventional smears compared over two 12-month periods. Cytopathology. 2006;17(2):82-5.


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